TJ afasta juiz do Maranhão denunciado em golpe de heranças milionárias.

Por G1 MA.


Juiz Márcio José do Carmo Matos Costa, titular da 3ª Vara Cível da Comarca de São José de Ribamar — Foto: Reprodução/TV Globo

Juiz Márcio José do Carmo Matos Costa, titular da 3ª Vara Cível da Comarca de São José de Ribamar — Foto: Reprodução/TV Globo

O juiz Márcio José do Carmo Matos Costa, titular da 3ª Vara Cível da Comarca de São José de Ribamar, foi afastado nesta quarta-feira (1º) por decisão unânime dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão. Também foi aberto um processo disciplinar contra ele.

O magistrado foi denunciado em uma reportagem do Fantástico, do dia 10 de maio, que mostrou um golpe que usa a Justiça para limpar contas bancárias de pessoas, algumas que já morreram.

O esquema levanta possíveis vítimas e usam nome de outras pessoas (algumas já mortas) para fazer pedidos de divórcio ou acesso a heranças. No esquema, processos são manipulados e quantias milionárias são liberadas em bancos sem dificuldade nenhuma. Veja no vídeo abaixo:

Exclusivo: Golpe usa Justiça para limpar contas bancárias

Exclusivo: Golpe usa Justiça para limpar contas bancárias

Em um dos casos, um morto conseguiu legalmente receber uma herança de R$ 3 milhões de uma freira que morreu no Rio de Janeiro.

Em outro caso, o esquema usou o nome de uma mulher no Maranhão, falsificou documentos, e entrou com um processo de divórcio contra um homem da Espanha, com quem ela nunca foi casada. Com o divórcio, a mulher teria direito a cerca de R$ 500 mil do espanhol, mas ela nega que conheça o espanhol e nunca recebeu alguma quantia.

Advogado Gustavo Santos Simeão — Foto: Reprodução/TV Globo

Advogado Gustavo Santos Simeão — Foto: Reprodução/TV Globo

Todos os pedidos são assinados pelo advogado Gustavo Santos Simeão em processos analisados pelo juiz José do Carmo Matos Costa. A OAB disse que vai investigar o advogado. O juiz já é investigado pela Corregedoria de Justiça.

No processo envolvendo a freira do Rio de Janeiro, o advogado diz que foi contratado por um escritório do Rio de Janeiro e que recebeu R$ 320 mil de honorários. Questionado, ele disse que iria se explicar no processo.

A defesa do juiz afirma que José do Carmo foi vítima do golpe, e que tais fraudes não eram fáceis de serem percebidos nos processos.

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