Empresa encontra gás natural em poço na cidade de Capinzal do Norte.

Onze dias após iniciar a perfuração do primeiro poço exploratório (1-ENV-13-MA) em um dos seis blocos arrematados no do 1º Ciclo Licitatório da Oferta Permanente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na Bacia do Parnaíba, no Maranhão, a Eneva encontrou indícios de gás natural, conforma notificação feita à ANP no dia 13 deste mês.

O poço fica no bloco exploratório PN-T-68, no município de Capinzal do Norte. A previsão é de que outros poços exploratórios em blocos adquiridos na Oferta Permanente sejam perfurados até o fim do ano, considerando o cronograma da empresa junto a campanha exploratória nas adjacências dos campos já declarados comerciais na bacia.

A Eneva desembolsou R$ 3,5 milhões referentes ao bônus de assinatura para aquisição dos seis blocos arrematados no 1º Ciclo de Oferta Permanente. A empresa é a única com ativos em operação comercial na Bacia do Parnaíba, detentora de 18 dos 19 contratos de concessão. Desde dezembro do ano passado a companhia está realizando uma campanha de aquisição sísmica 2D de cinco mil quilômetros de extensão, abrangendo ativos de diversas rodadas licitatórias.

Atualmente, a Eneva possui uma área exploratória superior a 45 mil km² e nove campos de gás natural declarados comerciais na Bacia do Parnaíba, sendo cinco em produção e quatro em desenvolvimento, totalizando uma capacidade de produção de 8,4 milhões de m3 de gás natural por dia, responsáveis pela geração de 1.4GW no Complexo Parnaíba.

A Eneva opera 18 blocos e nove campos na Bacia do Parnaíba – cinco deles em produção (Gavião Real, Gavião Vermelho, Gavião Branco, Gavião Caboclo e Gavião Azul) e quatro em desenvolvimento (Gavião Preto, Gavião Branco Norte, Gavião Tesoura e Gavião Carijó).

Segundo trimestre

De acordo com relatório do segundo trimestre de 2020, no período a Eneva produziu 0,07 bilhão de m³ de gás natural para atender ao despacho das termelétricas do Complexo Parnaíba. O despacho da Unidade de Tratamento de Gás no 2T20 foi de 9%. As reservas remanescentes de gás da Companhia ao final do segundo trimestre totalizavam 27,2 bilhões de m³, considerando o consumo de gás no período, e incluindo, além das reservas certificadas da Bacia do Parnaíba, as reservas do Campo de Azulão.

A Companhia possui um Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) vigente, Fazenda Tianguar, localizado no Bloco PN-T-48. Por meio da Resolução ANP nº 815/2020, a Agência permitiu que todos os contratos de concessão em Fase Exploratória fossem estendidos por nove meses, de modo a suavizar os impactos da pandemia do Covid-19 nos cronogramas de investimentos em curso. Não foram exigidas contrapartidas para que a extensão fosse concedida.

Neste cenário, o vencimento do PAD Tianguar foi postergado de 1º de junho de 2021 para 1º de março de 2022. Segue em curso na ANP, o processo de revisão do Plano de Desenvolvimento de Gavião Preto (GVP), iniciado por solicitação da Companhia para incorporação da área do PAD Angical.

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Campo de Azulão

A empresa opera também o campo de Azulão, na Bacia do Amazonas, cujo gás abastecerá a termelétrica Jaguatirica II, em Roraima. A ideia é replicar o modelo reservoir-to-wire (do reservatório ao poste – R2W) do Complexo Parnaíba no projeto do Amazonas.

 

 

Fonte: O Estado

https://imirante.com/oestadoma/noticias/2020/08/18/empresa-encontra-gas-natural-em-poco-no-municipio-de-capinzal-do-norte/

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